Inibidores de Acetilcolinesterase

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Inibidores de Acetilcolinesterase

 

"Estima-se que em 2050, 19 milhões de pessoas estejam com idade igual ou superior a 65 anos, somente nos países mais desenvolvidos. Ao menos 50% delas desenvolverão alguma forma de Doença de Alzheimer."

 

Descrição: Derivados semi-sintéticos de extratos vegetais que atuam como inibidores da enzima Acetilcolinesterase (AchE). Podem ser utilizados no tratamento de neuropatias degenerativas, como Doença de Alzheimer e Parkinson, bem como outras desordens relativas à transmissão colinérgica como Miastenia gravis, paralisias musculares causadas por agentes químicos, intoxicação por escopolamina e outras patologias associadas à perda de memória.

 

Problema: A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia de alto impacto sócio-econômico correspondendo por 1,70% das mortes em países desenvolvidos. Estima-se que 24,3 mi de pessoas sejam afetadas e que 4,6 mi de novos casos surjam a cada ano. (WHO, 2005). Em países desenvolvidos, a DA é 5ª maior causa de morte, o que corresponde a 168 mil pessoas / ano. (WHO, 2010). Nos EUA, 10,9 mi pessoas são cuidadores não-remunerados. Esses cuidadores são, em sua maioria, familiares próximos ao paciente, o que causa grande impacto emocional e financeiro às famílias à medida que a doença progride, levando ao óbito. Do aparecimento dos primeiros sintomas ao óbito, a progressão da doença é de 8,5 a 11 anos, sendo em média de 4 a 6 anos de vida. (Alzheimer’s Assoc., 2010) Os custos estimados com tratamento de DA no mundo estão em US$ 315bi (Pfizer®, Inc., 2009).

 

Solução Proposta: Inibir a enzima AchE para aumentar a atividade colinérgica do Sistema Nervoso Central, controlando os sintomas da Doença de Alzheimer nas áreas de memória e aprendizado. Através deste mecanismo também é possível controlar paralisias musculares causadas por agentes químicos ou biológicos, Miastenia gravis e envenenamento por escopolamina.

 

Benefícios: A espécie vegetal em questão é endêmica da Mata Atlântica, e os compostos extraídos podem ter rendimento de 4% no extrato alcoólico. Os compostos foram capazes de inibir completamente (100%) a enzima AchE, em ensaios in vivo, em comparação com o inibidor reversível Galantamina. Também foram capazes de reverter a amnésia induzida experimentalmente por escopolamina em comparação com tacrina e galantamina. Os compostos não apresentam os efeitos tóxicos relatados para os dois fármacos comerciais utilizados nos testes pré-clínicos.

 

Potencial de Mercado: Em 2009, dois dos principais fármacos para o tratamento de DA, a rivastigmina e o donepezil, ambos inibidores de AchE,  venderam US$ 954mi e US$ 432mi, respectivamente. A demanda por novos fármacos é alta visto que grandes multinacionais do ramo mantém linhas de P&D para DA. O Programa de Medicamentos Excepcionais do Governo Federal e de alguns Governos Estaduais custeia medicamentos de patologias como a DA. O orçamento cresceu 345% de 2004 – 2008, movimentando R$ 2,3bi no último ano.

 

http://unesp.technologypublisher.com/files/sites/nit-153-08---inibidores-de-acetilcolinesterase1.pdf

 

http://unesp.technologypublisher.com/files/sites/nit-153-08---acetylcholinesterase-inhibitors.pdf

Informação da Patente:
Categoria(s):
Saúde Humana
Informações, Contactar:
Agência Unesp de Inovação
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp
 
Inventores:
Vanderlan da Silva Bolzani
Newton Gonçalves de Castro
Maria Cláudia Marx Young
Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro
Cláudio Viegas
Palavra-chave:
Biodiversidade e Recursos Naturais
Biotecnologia
Farmacologia
Química
Saúde Humana